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Israel foi bombardeado na manhã deste sábado (7), pelo horário local, em um ataque surpresa considerado um dos maiores sofridos pelo país nos últimos anos. O movimento islâmico armado Hamas reivindicou a ofensiva, afirmando se tratar do início de uma grande operação. Em resposta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país está em estado de guerra e lançou a operação “Espadas de Ferro”. “Estamos em guerra e vamos ganhar”, disse Netanyahu. “O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu.” Os ataques aconteceram principalmente na parte sul do país. Imagens mostram homens armados invadindo Israel a partir da Faixa de Gaza e há confrontos na região. As agências de notícias informam 22 mortos. Israel já decidiu convocar uma grande quantidade de reservistas. O premiê israelense também pediu aos cidadãos que sigam as instruções de segurança. A recomendação é que as pessoas fiquem próximas a prédios e espaços protegidos. Netanyahu convocou uma reunião de emergência com autoridades de segurança. O ministro da Defesa, Yoav Galant, afirmou que o Hamas cometeu um “grande erro”. Um alto comandante militar do Hamas disse que 5 mil foguetes foram lançados. Sirenes de avisos de bombardeios foram relatadas em várias regiões do país, incluindo Jerusalém. Há registros de edifícios danificados em Tel Aviv e em outras cidades. “Este é o dia da maior batalha para acabar com a última ocupação”, afirmou Mohammad Deif, comandante do Hamas. Serviços de emergência israelenses confirmaram a morte de uma mulher durante um ataque com um foguete. Ambulâncias trabalham em várias regiões do país. Além disso, a imprensa israelense afirmou que homens armados atiraram contra pedestres na cidade de Sderot, no sul do país. Imagens que circulam pelas redes sociais indicam haver um confronto nas ruas da região. “Vários terroristas infiltraram-se no território israelita a partir da Faixa de Gaza”, diz um comunicado emitido pelos militares de Israel. As autoridades pediram para que as pessoas que moram perto da Faixa de Gaza fiquem em casa. “As Forças de Defesa de Israel defenderão os civis israelenses e a organização terrorista Hamas pagará um alto preço pelas suas ações”, afirma o comunicado. A mídia palestina também informou que vários israelenses foram feitos prisioneiros por combatentes. Já o Hamas divulgou imagens mostrando o que seria um tanque israelense destruído. O grupo Jihad Islâmica Palestina disse que seus combatentes se juntariam ao Hamas no ataque contra Israel. “Fazemos parte desta batalha, os nossos combatentes estão lado a lado com os seus irmãos nas Brigadas Qassam até que a vitória seja alcançada”, disse o porta-voz do braço armado da Jihad Islâmica, Abu Hamza, no Telegram.

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