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O Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), eliminou, neste domingo (24), qualquer possibilidade de intervenção federal no estado da Bahia, argumentando que tal medida só seria justificada em casos de clara omissão por parte do governo estadual. Segundo ele, o governo da Bahia está em pleno funcionamento e agindo conforme necessário. “Não se cogita [intervenção federal] por uma razão: o governo do estado está agindo. A intervenção federal só é possível quando de modo claro, inequívoco, o aparato estadual não está fazendo nada”, esclareceu Dino à GloboNews, posteriormente a uma cerimônia em São Paulo, onde concedeu a medalha da Ordem do Mérito, no grau de Grã-Cruz, ao Padre Júlio Lancellotti. O Ministro informou que o Ministério da Justiça mantém um diálogo aberto e construtivo com o Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e o Secretário de Segurança Pública do Estado, Marcelo Werner, com foco em aperfeiçoar operações e estratégias de segurança pública através de acordos de cooperação. Um desses acordos entre a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a Polícia Federal (PF) levou à criação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), visando fortalecer a presença da Polícia Federal e promover a pacificação. “É um quadro muito desafiador. O que nós fizemos foi fortalecer a presença da Polícia Federal, sobretudo visando a pacificação. No sentido amplo da palavra ‘intervenção’, claro que há, no sentido da presença. A presença está sendo ampliada, mas em parceria com o governo do estado”, acrescentou Dino. Este esclarecimento vem após uma operação da FICCO em Salvador, no dia 15 de setembro, resultar na morte de cinco pessoas, incluindo o policial federal Lucas Caribé, intensificando as discussões sobre a segurança pública no estado. Após o incidente, diversos veículos blindados foram enviados pela PF para auxiliar no combate ao tráfico na região.

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