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Um estudo recente revelou que, em 2022, 65 de cada 100 pessoas mortas pela polícia em oito estados brasileiros eram negras. O relatório, intitulado “Pele Alvo: a Bala não Erra o Negro” e conduzido pela Rede de Observatórios da Segurança e do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), destaca uma preocupante disparidade racial nas mortes por intervenção policial. A polícia da Bahia registrou o índice mais elevado de letalidade no ano passado, com 1.465 mortes, das quais 94,8% das vítimas com cor/raça informada eram negras. Este número excede significativamente a proporção de negros na população total do estado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pablo Nunes, coordenador do Cesec, enfatiza que os dados refletem uma realidade de racismo estrutural e tolerância social à violência dirigida contra negros. A falta de dados completos sobre a cor/raça das vítimas em alguns estados, como Maranhão, Ceará e Pará, é também destacada como uma faceta do problema. O estudo ressalta a necessidade urgente de políticas públicas eficazes para enfrentar essa disparidade e promover a segurança de todas as comunidades.

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